América 2010


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04/01/2010

Bolívia

Último dia de passeio em La Paz... Madruguei para tomar café da manhã e procurar uma lavanderia aberta antes da chegada do ônibus. Às 8:20 estávamos embarcando, porém somente após 1 hora realmente tomamos o rumo da estrada para Chalcataya, pois passamos em vários hotéis recolhendo outros turistas.
Chalcataya é uma montanha a 5.300 m.s.n.m. onde, pela primeira vez Gabriel viu neve (eu também nunca tinha visto, mas a ansiedade do garoto era evidente). O trajeto até lá é bastante sinuoso e em estrada de terra, mas nada que já não tivéssemos encarado em outros passeios.
O frio era exagerado - não encontrei nenhum termômetro para verificar a temperatura - mas já servia como treinamento para o que vamos sentir no Salar de Uyuni em breve.
O ônibus estacionou no clube de esqui e nos preparamos para enfrentar o desafio do dia: uma subida de 100 metros, mas que aumenta a altitude em mais 300 metros.

A falta de ar, o frio e a inclinação da subida são os obstáculos que devemos superar. Passo a passo, bem devagar, fomos subindo. No meio do caminho comecei a ficar tonto e dei uma parada. Quando recomecei, diminuí meu ritmo mas, ao ver que eu já estava recuperado, retomei a caminhada normal e consegui ser o primeiro do grupo a chegar no alto (antes mesmo do guia, hehehe!).
Quando todos estavam no topo é que a diversão começou! Apesar do cansaço e da falta de ar, adultos se tornaram crianças e se juntaram a Gabriel na neve. Que importava a roupa estar molhando ou o frio no toque da neve? A graça era mergulhar no mar branco e tirar um monte de fotos! Como era invevitável, até uma guerra de bolas de neve rolou!
Infelizmente o tempo era curto e pouco mais de meia hora depois de alcançarmos o alto do Chalcataya nosso guia nos chamou para descer. Tínhamos que voltar pois ainda faltava a segunda parte do passeio.

Depois de cruzar La Paz inteira (inclusive a Zona Sul, que é onde mora quem tem dinheiro - trata-se de uma outra La Paz, uma cidade completamente diferente do que a parte onde estamos hospedados), chegamos ao Valle de la Luna.
De todos os passeios na Bolívia, esse foi o mais fraco, mas ainda assim valeu a pena: formas rochosas muito bonitas como resultado de erosão, associado a cactos espalhados por todo o canto, nos trazem à sensação de estarmos num filme de faroeste na lua!
Voltamos para o hotel às 16:30, 1 hora após o previsto e o resultado desse atraso é que nos desencontramos de Alexandre, pois o combinado era nos encontrarmos às 16:00 para seguirmos juntos a Oruro. Numa correria absurda, fechamos tudo que ainda estava pendente em La Paz e fomos para a rodoviária às 17:30 para embarcarmos no ônibus das 18:00. Chegamos em Oruro às 22:00 e nos hospedamos em um hotel perto do terminal rodoviário mesmo... Precisávamos descansar um pouco.


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