Bolívia
Segundo nosso guia, hoje teríamos que acordar às 4:30 da madrugada para sairmos às 5:00 em ponto, e assim foi feito. Pouco antes das 5:00 estávamos todos prontos, esperando apenas para colocarmos nossas mochilas no carro e seguirmos viagem. Porém, um detalhe: cadê Charles Bronson??? 5:05, 5:10, e nada do guia aparecer. Começamos a procurar pelo hotel, afinal todos os carros já haviam partido, menos o nosso. Quando abrimos a porta da habitação 8, surpresa! Lá estava Charles Bronson dormindo. Acordamos ele, que no susto perguntou "Que se passa, amigos?". Acho que dá pra imaginar o quanto xingamos nosso caro amigo...
Saímos correndo, muito atrasados, rumo aos Geysers Sol de la Mañana. O espetáculo já havia começado, devido ao horário, mas ainda assim valeu a pena. Jatos de fumaça cortando o céu, como se satã tivesse acendido vários charutos ao mesmo tempo (ou queimando as almas dos condenados, nunca s sabe...).
De lá seguimos para as Termas de Polques, águas termais onde todos, exceto Edna, tomamos coragem de tirar as roupas no frio das 6:00 da manhã para mergulharmos. Coragem por coragem, acho que mais difícil do que entrar, foi sair da água quente para o frio da manhã.
A partir de então rodamos por mais um tanto de deserto rumo às duas úlltimas atrações do tour: Laguna Verde e Laguna Blanca. A Laguna Verde foi um capítulo à parte e muito especial em toda a viagem, não só pela bela coloração esverdeada da água, mas pela visão ao fundo do majestoso vulcão Licancabur! Se houve um momento em toda a aventura onde cada ângulo propiciava uma nova foto e que cada foto era como poesia, este momento foi às margens da Laguna Verde.
Seguimos para a Laguna Blanca, que ofuscada pela parada anterior, nem chamou tanto a atenção. Quando chegamos no local do café da manhã, todos os outros grupos já haviam partido. Nosso grupo comeu sozinho - 6 estranhos, de 3 nacionalidades diferentes e que agora davam risadas juntos, como bons amigos - e o guia nos deu 10 minutos para fotografias antes de partirmos para a fronteira com o Chile.
Desci até a margem da Laguna Blanca, apenas para conseguir fotografar uma espécie de flamingo que até então não havíamos encontrado (pelo que explicaram, esse flamingo é chileno). Eles estavam um tanto distantes, mas nada que um abençoado zoom de 24x não resolvesse!
Seguimos acelerado rumo a fronteira, registramos nossa saída da Bolíva e, inesperadamente, recebemos uma boa notícia: Devido ao atraso do nosso querido Charles Bronson, o ônibus da Colque estava lotado e descolaram uma caminhonete para nos levar até a aduana chilena. Assim, sem o tumulto de um monte de gente, e sem o desconforto e lentidão de um ônibus, eu e Gabriel (junto com Pia e Christoph, o casal de alemães) demos adeus à fase boliviana da viagem.