Chile
3:30 da manhã e o despertador toca. Precisávamos deixar as mochilas arrumadas antes de seguirmos pra mais um passeio às 4:00. Eu me perguntava até que ponto valia a pena visitar os Geysers del Tatio, uma vez que fomos aos Geysers Sol de la Mañana no dia anterior. A resposta veio logo que chegamos ao local, depois de mais de 1 hora de carro: valeu a pena sim! E muito! Mais do que as fumaças de Satã que vimos na Bolívia, os Geyser del Tatio possuem água jorrando da terra (escarro demoníaco?), que começam a ficar mais potentes à medida que o sol nasce. Não eram como os geysers que apareciam no desenho do Zé Colmeia, mas valeu a visita.
Visitamos vários geysers, dos mais diversos tamanhos, e uma piscina de águas termais - mas dessa vez não nos aventuramos a nadar. Durante o trajeto, nosso guia sempre parava em locais de paisagens impressionantes, que pareciam terem sido pintadas a mão, no meio do deserto.
Ao final, visitamos um povoado, onde serviam pastel de queijo de cabra e espetinho de lhama para os turistas. Ficamos só no pastel mesmo... O vilarejo em si era bem legal, com casas e até a igreja construídos em pedra.
De volta a San Pedro, tomamos banho na cara dura, já que nossa diária havia encerrado, almoçamos e tomamos o ônibus para Calama. Essa cidade, dica do nosso amigo Alexandre, é a terra do Cobreloa, adversário do Flamengo na final da Libertadores de 1981. Paramos na cidade apenas para visitarmos o estádio onde o Flamengo perdeu de 1x0 para o Cobreloa, mas ganhou o jogo final por 2x0 e foi campeão! Esse foi o carimbo no passaporte para Tóquio, onde, com 2 gols de Nunes e 1 de Adílio, o Flamengo bateu o Liverpool (da Inglaterra e dos Beatles) e sagrou-se campeão mundial.
De volta à rodoviária (a rodoviária mais limpa e organizada que já conheci), ficamos matando o tempo até as 22:00, quando saia nosso ônibus para Arica.