Peru
Terceiro dia de caminhada... Estou melhorando da gripe, mas o joelho dói a cada passo. Hoje é o dia em que visitamos o maior número de restos arqueológicos.
Logo no início do trajeto, conhecemos as ruínas de Runkurakay. Seguindo em frente, passamos por uma região que, segundo uma placa, era área de sãopaulinos, porém não avistamos nenhum. Acho que os bambis peruanos são meio tímidos.
Depois de mais um trecho de "plano andino", visitamos mais duas ruínas, Sayaqmarka e Chaquicocha, onde tiramos excelentes fotos. Nesta última ruína, Gilberto deu as últimas instruções para chegarmos em Wiñaywayna, local do último acampamento: podíamos seguir pela direita, caminho mais curto e direto até nossas barracas; ou tomar o rumo da esquerda, caminhar mais 40 minutos e visitar as ruínas de Intipata, local destinado à agricultura dos incas. Obviamente escolhemos o caminho mais longo e não nos arrependemos!
À noite, equanto aguardávamos o último jantar (todas as refeições foram maravilhosas), sentamos à mesa com Gilbert e recebemos uma verdadeira aula de história. O conhecimento desse cara é fantástico. Nos contou desde o surgimento dos primeiros incas e como eles conquistaram as outras culturas, aproveitando-se do que havia de melhor em cada uma, até como o último inca morreu após a invasão espanhola.
Esta última refeição era especial, até pizza tinha. Nessa noite fizemos uma vaquinha e homenageamos os porteadores. São moradores da região (verdadeiros andinos, como disse Eduardo), que carregam 25kg cada um por todo o Caminho Inca, num passo acelerado para chegar bem antes de todos nós e deixar tudo pronto. Imaginem o peso de barracas, cadeiras, botijão de gás nas costas! E o mais impressionante, sempre estão sorridentes... São pessoas simples que merecem todos os agradecimentos possíveis!