América 2010


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07/01/2010

Bolívia

De todas as cidades bolivianas, certamente Sucre é a mais arrumadinha. Até pelo nível das pessoas nas ruas, percebe-se que é uma cidade mais rica (e, justamente por isso, é onde tem mais pessoas na rua pedindo esmolas).
Depois do cafá da manhã, eu e Gabriel fomos à praça 25 de Maio tomar um ônibus para o Parque Cretácico. De hora em hora sai um ônibus de turismo lotado para que as pessoas conheçam uma das principais atrações da cidade.
O parque em si é bem bacana, com vídeos, estátuas de dinossauros e a réplica de um esqueleto de dinossauro. Mas o ponto mais importante são as pegadas de Cal Orko: pegadas de dinossauros marcadas em um enorme paredão. Pelo que li, é o maior conjunto de pegadas de dinossauro do mundo com cerca de 5 mil marcas deixadas por pelo menos 150 tipos diferentes de dinossauros. Infelizmente, ao contrário de Souza, na Paraíba, só é possível visualizar as pegadas muito de longe... Ainda bem que inventaram o zoom!

A visita a Sucre tinha um outro motivo (o qual nem comentei com Gabriel, para não criar expectativas): conhecer algo do Flamengo de Sucre. Sempre que eu podia, perguntava para taxistas se sabiam onde ficava a sede do clube. Não tive sucesso até encontrar um taxista que, apesar de não conhecer nada do time, me indicou onde fica a Associação de Clubes de Futebol de Sucre. Lá conversamos com um senhor muito simpático que nos contou que devido a situação financeira, os times não tinham nem sede, nem campo, nem nada... Mas a frustração inicial mudou completamente quando ele nos passou o endereço do trabalho do presidente do Flamengo de Sucre!
E lá fomos nós, na cara dura, visitar Juan Ortega. Eu já havia lido sobre o cara, inclusive como ele ajudou o time do Flamengo do RJ na época do jogo contra o Real Potosi, mas realmente não sabia como seriamos recebidos, afinal, estávamos no trabalho dele.
Pois a recepção foi a melhor possível! Juan é super gente boa, sempre sorridente, nos contou várias histórias do time, encheu meu pen drive de fotos da equipe (inclusive algumas antigas, dos anos 70 e 80) e ainda deu de presente pro Gabi uma camisa branca do Fla Sucre!
Ele ainda nos indicou onde poderíamos comprar material do time (afinal, eu também queria uma camisa pra mim) e registramos o momento com algumas fotos.
Saindo de lá, fomos á loja que ele indicou e compramos 2 mantos, agora rubro negros. De lá passamos no Estádio da Pátria que é do lado, para as habituais fotografias e por fim pegamos um taxi, buscamos as mochilas no hotel e fomos para a rodoviária.
E um dia que estava sendo tão bom, simplesmente desandou. Os ônibus para Potosi estavam todos lotados e só conseguimos embarcar às 18:00. Com isso chegamos em Potosi às 21:30, quando não havia mais saídas para Uyuni. Ainda tentei, sem sucesso, algum taxi que nos levasse pra lá.
Resultado: tive que me hospedar em Potosi e só vou conseguir pegar ônibus para Uyuni às 11:00 da manhã. O problema é que 11:00 é quando começa nosso passeio pelo Salar. Entrei em contato com Fabíola da Colque e consegui alterar o passeio para o dia 9. O problema é que o restante de grupo vai sair normalmente no dia 8 e eu e Gabi faremos a tour sozinhos... Provavelmente só encontro o resto do pessoal em San Pedro do Atacama.
Pior, nossas roupas sujas ficaram com o pessoal para serem levadas a uma lavanderia e eu as pegaria com eles quando chegasse em Uyuni. Imagina a situação agora: vamos ter que fazer o passeio inteiro do Salar, por 3 dias, com um só par de meia...
Ah, e como se toda essa merda não fosse suficiente, por conta do atraso ainda tive que gastar mais de R$700,00 em passagens de avião de Arequipa para Cuzco. Ou seja, Puno teve de ser retirada do roteiro... Menos mal que já havíamos conhecido o Titicaca em Copacabana...


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